Receita Federal destrói mais de 3,4 mil toneladas de mercadorias apreendidas

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Nesta semana, no âmbito do XX Mutirão Nacional de Destruição de Mercadorias Apreendidas, estão sendo destruídos pela RFB produtos como CDs e DVD’s piratas, cigarros, bebidas, cosméticos, medicamentos e alimentos impróprios para consumo ou utilização, produtos falsificados (vestuário, brinquedos, pilhas, isqueiros, relógios, agrotóxicos), entre outros produtos condenados por não atenderem normas da vigilância sanitária ou defesa agropecuária. Este Mutirão conta com a participação 58 unidades da Receita Federal, onde estão sendo destruídas mais de 3.400 toneladas, o que corresponde ao valor contábil de R$ 578 milhões em autuações fiscais.

Anualmente, a Receita Federal realiza os Mutirões Nacionais de Destruição, com vistas a dar publicidade ao importante trabalho que desempenha no combate à pirataria, ao descaminho e ao contrabando e outras práticas ilegais, bem como na proteção à saúde e ao meio ambiente ao retirar de circulação produtos potencialmente nocivos. A tabela a seguir retrata os 19 Mutirões já realizados pela Receita Federal, com informações de peso e valor equivalente às autuações fiscais das mercadorias destruídas. Cabe destacar que nessa edição houve um recorde no que tange a valores de destruição.

Mutirões de Destruição – RFB
Mutirão Peso (t) Valor (R$)*
I – AGO/2007 900 43 milhões
II – DEZ/2007 2.000 63 milhões
III – DEZ/2008 4.600 89 milhões
IV – JUN/2009 1.350 52 milhões
V – DEZ/2009 3.100 106 milhões
VI – DEZ/2010 2.967 158 milhões
VII – JUN/2011 4079 219 milhões
VIII – DEZ/2011 5.254 246 milhões
IX – JUN/2012 5.234 232 milhões
X – DEZ/2012 5.096 183 milhões
XI – JUN/2013 4.500 195 milhões
XII – DEZ/2013 5.320 282 milhões
XIII – JUN/2014 3.139 233 milhões
XIV – DEZ/2014 3.266 308 milhões
XV – JUN/2015 3.712 316 milhões
XVI – DEZ/2015 3.224 370 milhões
XVII – JUL/2016 4.028 478 milhões
XVIII – DEZ/2016 2.292 363 milhões
XIX – JUN/2017 2.940 383 milhões

 

A destruição é uma das modalidades de destinação de mercadorias apreendidas prevista no Decreto-lei nº 1.455/1976. De acordo com a legislação vigente, devem ser destruídos artigos como cigarros e demais derivados do tabaco, simulacros de armas de fogo, produtos falsificados e que ferem os direitos autorais, dentre outros. Todo o procedimento de destruição está sistematizado na Portaria RFB nº 3.010/2011, e deve, sempre que possível, ser efetuada de forma a resultar em resíduos cuja reciclagem seja economicamente viável. Esses resíduos podem ser destinados mediante leilão, incorporação a órgãos públicos ou doação a entidades beneficentes, mediante assinatura de termo de compromisso de que será utilizado em consonância com as normas ambientais.

Em 2013, com a publicação da Portaria RFB nº 1.443/2013, foi regulamentado o leilão de resíduos de mercadorias apreendidas antes de sua efetiva destruição, com repasse dos encargos ao arrematante. Nesse caso, deve constar no edital de leilão a previsão de que as mercadorias daquele lote destinam-se à destruição, sob exclusiva responsabilidade e encargo do arrematante, cabendo-lhe observar a legislação ambiental e a adequada destinação final de todo o resíduo gerado. Desde a sua regulamentação, já foram realizados 33 certames desse tipo, gerando uma arrecadação superior a R$ 2,16 milhões. O procedimento de “leilão de resíduos” é bastante vantajoso à Administração, vez que, além de não mais arcar com o custo dos procedimentos de destruição, que são integralmente repassados ao arrematante, são arrecadados recursos com a venda de bens sem serventia, que não teriam outro destino senão a destruição. Ademais, há liberação de espaço físico nos depósitos e economia de recursos públicos com a armazenagem e a guarda de mercadorias.

Atendimento à imprensa

Amanhã, 13 de dezembro, às 10h, o subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, auditor-fiscal Marcelo de Melo Souza, o coordenador geral de Programação e Logística da Receita Federal, auditor-fiscal Nilton Costa Simões, o superintendente da Receita Federal na 9ª Região Fiscal (PR/SC), auditor-fiscal Luiz Bernardi e o delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, auditor-fiscal Rafael Rodrigues Dolzan receberão a imprensa no pátio ao fundo do Depósito de Mercadorias Apreendidas de Foz do Iguaçu (Avenida Paraná, 1227 – Jardim Polo Centro) para coletiva, onde apresentarão números de apreensão, destruição e destinação de mercadorias. No local, além de estandes montados com exposição dos diversos tipos de mercadorias objeto de destruição e os produtos resultantes desse processo, estarão em funcionamento os equipamentos empregados no processo de destruição de mercadorias apreendidas para demonstração das formas de destruição e de destinação ambientalmente adequada dos resíduos gerados.

Veja aqui a relação das unidades participantes.

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