Ouvidoria do MPMT atende moradores da região do Parque do Lago

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Falta de coleta de lixo após a realização da feira, terrenos baldios servindo de esconderijo para marginais, número insuficiente de vagas em creches para atender a demanda, ausência de posto policial, sede da associação de moradores sucateada e fechada, praças com bancos e brinquedos quebrados, abastecimento irregular de água, falta de especialidades médicas na policlínica e poucos ônibus com ar-condicionado. Estes são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores da região do Parque do Lago, em Várzea Grande, que foram relatados à Ouvidoria Itinerante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso no sábado (05), durante realização do Projeto Viva o Seu Bairro.

De acordo com o presidente de honra do Parque do Lago, Sixto Rodrigues, 82 anos, a falta de coleta de lixo após a realização da feira é um problema que se arrasta há meses e que incomoda os moradores que residem nas ruas próximas de onde a feira é realizada todos os domingos. “Depois que a feira termina a rua fica coberta de lixo, restos de alimentos, sobras de verduras estragadas, enfim, o local fica um verdadeiro lixão a céu aberto até terça-feira, quando a prefeitura vem e faz a limpeza. Eu já fui lá na Prefeitura para tentar resolver este problema, mas até agora nada foi feito. O certo era os feirantes se responsabilizarem pela limpeza da rua após a feira. Não é correto eles virem aqui, venderem e deixarem o lixo todo espalhado”, relata.

Outro problema destacado por ele é com relação ao abastecimento de água no bairro. “Aqui na região do Parque do Lago, que engloba os bairros Maringá 1, 2 e 3, além do 8 de Março, o abastecimento de água é muito ruim. Não tem uma regularidade. O problema de falta de água aqui em Várzea Grande é crônico e antigo. Outra dificuldade que nós temos aqui no bairro é a falta de especialidades médicas na Policlínica. Não tem geriatra e ortopedista. Isso é um transtorno para os moradores que precisam ser atendidos por estes profissionais de saúde. Temos que ir procurar ajuda em outros bairros”, conta Sixto Rodrigues.

Assim que a Ouvidoria começou a atender, a moradora Thayná Santos Vieira, 24 anos, veio relatar outro problema enfrentado pelos moradores que residem nas proximidades da Rua 31 de Março. “Tem um terreno público da Emater que é enorme. Aquilo ali é um verdadeiro lixão. Tem de tudo. As pessoas jogam entulho, animais mortos, móveis velhos e lixo doméstico. Na época da seca o mato pega fogo e na época da chuva fica cheio de animais peçonhentos. Além disso, o local serve de esconderijo para bandidos. Nós mulheres temos medo de passar por ali, principalmente se estivermos sozinhas ou com crianças. Como é uma área pública acho que o Estado ou o município – não sei quem é o responsável – tem que fazer a limpeza. Não dá mais pra ficar do jeito que está”.

O presidente do bairro relatou, ainda, que outra dificuldade é com relação à Associação de Moradores, que está fechada. “A energia foi cortada e está tudo quebrado e velho. Não tem condições de usar o espaço. Os moradores aqui são de baixa renda, não têm verba para mandar arrumar. A prefeitura diz que a associação é de responsabilidade de quem reside aqui, mas sem dinheiro como vamos reformar? A Associação não tem renda própria. Por outro lado, o espaço faz falta. Quando ele funcionava, além de reuniões, nós usávamos a Associação para fazer cursos profissionalizantes para os moradores. Tínhamos curso de cabeleiro, de artesanato, entre outros. Agora acabou tudo e nós não temos condições de arrumar”, afirma.

Saiba mais – A Ouvidoria do MPMT tem como objetivo atender as demandas da sociedade e elevar a transparência do trabalho desenvolvido pela instituição. Além do atendimento itinerante, a população pode acessar esse serviço pelo telefone 127, aplicativo MP Online (disponível para os sistemas operacionais Android e iOS), e-mail ouvidoria@mpmt.mp.br, formulário eletrônico de manifestação e atendimento presencial na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, localizada na Rua 04, s/nº – Centro Político e Administrativo, em Cuiabá, aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

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